ParaPraPensar.com

NÃO SOU DIGNO DE DESAMARRAR AS SUAS SANDÁLIAS.

“E este é o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para o interrogarem: “Quem és tu?” Ele confessou e não negou; mas declarou francamente: “Eu não sou o Cristo”. E o questionaram: “Quem és tu? És tu Elias?” Ele disse: “Não o sou”. “És tu o Profeta?” E João afirmou: “Não”. Então, perguntaram a ele: “Quem és tu? Dá-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo?” E João lhes disse: “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Fazei um caminho reto para o Senhor’, como disse o profeta Isaías”. Ora, os que haviam sido enviados faziam parte dos fariseus. E perguntaram-lhe ainda: “Então, por que batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?” João respondeu-lhe, dizendo: “Eu batizo com água; mas, no meio de vós, já está quem vós não conheceis. Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar”. Essas coisas aconteceram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando”. João 1:19-28 (KJA)

Nestes textos encontramos João sendo interrogado por alguns sacerdotes e levitas que perguntaram-lhe “quem és tu?” afim de saber se ele era o Messias esperado. Mas João claramente lhes disse “eu não sou o Cristo”. E, não satisfeitos com sua resposta voltaram a questioná-lo, perguntando “quem és tu?” E seguem perguntando se era ele Elias ou o Profeta, e a todas estas perguntas João Batista afirma de maneira clara que não. Eles perguntaram se João era Elias devido a profecia de Malaquias (4:5) que diz: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”. Porém, partiram de uma compreensão errada do que a mesma diz, pensando que o mesmo profeta Elias do passado seria enviado novamente, e por isso João logo afirma não ser ele Elias. No sentido mais literal ou da maneira que eles esperavam, realmente João não era Elias, mas o próprio Jesus afirma, através da correta compreensão da profecia de Malaquias, que João Batista realmente era Elias, porém de uma forma diferente da que os judeus pensavam.

Eles também questionaram se era João o Profeta prometido por Moisés (Dt 18:15), o que ele prontamente responde que não. Diante de tais repostas, eles agora questionam-lhe dizendo: “Quem és tu? Dá-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram; que dizes a respeito de ti mesmo?”. E João prontamente lhes responde mostrando-lhes que é apenas um mensageiro do Cristo, um arauto do Rei Jesus, que na verdade ele era “a voz do que clama no deserto: ‘Fazei um caminho reto para o Senhor'” assim como disse o profeta Isaías (40:3). Tendo em vista que João afirmou não ser o Cristo, nem Elias, nem o Profeta, os judeus agora o perguntaram: “Então, por que batizas?” Tendo em vista que, não possuindo nenhum um dos ofícios acima citados, seria então uma prática ilícita João batizar, inclusive por ele também não ter sido comissionado pelo Sinédrio (Corte Suprema da lei judaica). Mas João logo em seguida os responde, dizendo: “Eu batizo com água; mas, no meio de vós, já está quem vós não conheceis. Ele é aquele que vem depois de mim, cujas correias das sandálias não sou digno de desamarrar”. Portanto, o batismo que João fazia era um sinal externo, mas o batismo que o Cristo realizaria era algo muito maior e mais profundo. João batizava com água, mas Jesus batiza com o Espírito Santo e com fogo. E Jesus já estava entre eles, porém eles não o reconheciam, não o viam, eles estavam cegos. O Cristo já andava por entre eles, e era tão glorioso e majestoso que o humilde João Batista se diz não ser digno nem sequer de desamarrar as correias das Suas sandálias.

Quão poderoso e glorioso é o Senhor Jesus Cristo. Aquele que batiza com Espírito Santo e com fogo, que tem a plenitude e excelência. Nosso Salvador é o Rei do universo. Tão majestoso que, assim como João Batista, não somos dignos de sequer desamarrar as Suas sandálias, e ainda assim Ele nos ouve, atrai, resgata, dá vida, e nos torna não apenas servos seus, mas amigos, e por Ele, mesmo sendo tão insignificantes e miseráveis pecadores, podemos ser chamados Filhos de Deus.

Louvado seja Deus, que entregou Seu único filho para nos salvar, glória e honra ao Seu santo nome!

Victor Augusto


Para ler mais posts da série "APRENDENDO COM O EVANGELHO DE JOÃO", clique aqui

Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o blog www.paraprapensar.com, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Facebook Comments