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ANÁLISE – FILME “DEUS NÃO ESTÁ MORTO”

Há exatamente um ano, postei em minha conta pessoal do facebook uma breve análise que fiz após assistir ao filme Deus não está morto. E mesmo com um loooongo ano de delay, senti vontade de postar aqui para que os que acompanham o blog possam lê-lo também. Então vamos lá…

Começo logo falando do que mais me chamou atenção neste filme: ELE É RASO! E coloquei em caixa alta porque ele é realmente muito, muuuito, muuuuuito raso. Ele conseguiu ser profundo em absolutamente nada. Nem nos argumentos, muito menos nos diálogos propostos pelo mesmo.

Entretanto o que me chateou mesmo foi o fim da trama, e é nele que vou me focar, pois é no mínimo semelhante (e muito) às clássicas peças teatrais que são feitas em igrejas, onde tem um monte de pessoas diferentes que nada querem com Deus, mas que no fim todo mundo acredita em Jesus e são “felizes para sempre”. Até aí tudo bem, continuamos no clichê de sempre, e francamente não vejo problemas nisto, afinal o público ao qual o filme é direcionado(de modo geral) aceita muito facilmente esta mesmice e não está em busca de profundidade.

O frustrante é notar como o intelectual professor que parece ser “O ATEU” tem argumentos tão fracos que não convencem nem a si mesmo, tendo em vista que na verdade ele acredita em Deus porém, está com “raivinha” porque Ele não fez o que ele queria. O que também consegue ser tão estranho quanto isto é o fato de que os alunos passam a crer em Deus não pelo que vos é apresentado através das escrituras, mas a fé deles é fundamentada nos argumentos do jovem rapaz, logo fundamentam-se na inteligência humana, fazendo ao contrário do que Paulo escreve no capítulo 2 da primeira carta aos Coríntios.

O filme também nos dá brecha até para algumas heresias. Tais como no trecho em que a senhorinha diz quase que profeticamente ao seu filho: “As vezes o diabo permite que a pessoa tenha uma vida perfeita, para que ela não se volte para Deus”. COMO ASSIM? O diabo faz o que? Esta frase meu deu, no mínimo, sensação de que o Soberano e Todo-poderoso Deus é na verdade um escravo da vontade do diabo, e não o contrário. Pois o capiroto faz com que você tenha uma vida deliciosa e Deus em nada pode interferir, porque não é Deus quem permite às coisas em sua vida, e sim o capetão. Além disso, o filme em vários momentos é confuso no conteúdo que passa e deixa de levar em conta alguns fatores que são primordiais para o cristianismo.

Enfim, não tenho conhecimentos profundos em cinema, nem em teologia, mas esta é a minha humilde opinião(que para vocês pode estar completamente errada, mas é a minha opinião). 🙂

Não quero com isto dizer que o filme é horrível, só é ruim mesmo, embora em alguns momentos tenha me dado sono ele consegue prender sua atenção nas partes mais interessantes sim. Mas um filme como este, com a divulgação que teve, deveria ser O FILME DO ANO, o que, francamente, não foi, e está longe de ser.

Concluo dizendo que o filme não é tão ruim quanto poderia ser, existem coisas aproveitáveis nele sim. Portanto “Examinai tudo. Retende o que é bom.” 1 Te 5:21

Que o Senhor os abençoe.
Victor Augusto


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