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CAFÉ COM PALAVRA – MÚSICA: SACRA OU PROFANA?

No último sábado(dia 14/03) tive a oportunidade de ir ao IIº Café com Palavra, organizado pelo grupo a rede, da IPBE(Igreja Presbiteriana do Bairro dos Estados). Evento muito interessante e relevante, que venham os próximos.

O evento teve início ao som da Prumo. Não há muito o que falar sobre eles, os caras sempre dão um show à parte com suas canções centradas nas Escrituras e de ritmos que vão do baião ao rock. Como sempre, mandaram muito bem!

Logo após a boa música foi a hora do bom papo. O tema abordado nesta edição do evento foi Música: sacra ou profana?, e os convidados foram Marco Telles e Hermes Júnior. Eles já iniciaram expondo suas opiniões sobre a diferença entre louvor e adoração, onde o Marco de forma muito clara e simples conseguiu demarcar os pontos que diferem um do outro nos mostrando que louvor é elogio, é algo visível a todos, mas adoração é algo que as pessoas não conseguem ver, adorar é prostrar-se ao Pai e colocar-se em total submissão à Sua vontade. Ou seja, você pode estar louvando e não estar adorando. Aquele rapazinho que está louvando belissimamente no púlpito da sua igreja pode estar simplesmente cantando e, ainda que pareça que sim, não estar adorando ao Eterno.

Depois foi aberto um espaço para que o público fizesse perguntas, e várias delas foram feitas. Os convidados buscaram ao máximo elucidar as dúvidas dos que os questionavam. De modo geral, os assuntos abordados foram se o cristão pode(ou não) ouvir música secular, se existe de fato essa separação sacra/profana, se a música(e os músicos) evangélicos realmente precisam de todo este glamour, se os músicos precisam ter todo este destaque que hoje possuem, entre outras coisas como unção e dança no culto.


OPINIÃO DO AUTOR

Acredito que na música não exista esta separação entre sagrado e profano. Em que pelo simples fato de um compositor fazer parte de uma comunidade cristã a música feita por ele é sagrada(ou cristã), ainda que ela pregue vingança tanto quanto “quem te viu passar na prova e não te ajudou quando ver você na bênção vai se arrepender”. Do mesmo modo, não acredito que um compositor que não faz parte de um grupo evangélico não consiga escrever alguma verdade bíblica em suas canções, existem muitas verdades em músicas que não são ditas cristãs, tais como aquela que nos ensina que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.

Entretanto, quero deixar bem claro que aqui não estou fazendo apologia ao “consumo” de música secular, muito menos é meu objetivo escandalizar os que têm aversão a este tipo de música. Apenas estou mostrando minha opinião e nos propondo ser mais críticos em nossas opiniões. Se for para dividir de alguma forma a música, não façamos uma divisão entre música sagrada ou profana, separe entre música boa e música ruim?

Mas é bom ressaltar que tudo isto deve ser feito de forma muito consciente. A pergunta não deve ser apenas se a música é boa ou ruim, deve ir além disto. Pergunte-se também se o que te leva a ouvir tal canção é a satisfação do seu eu ou a sua vontade de glorificar a Deus.

Para pra pensar se o que você está ouvindo está alimentando seu espírito ou se está alimentando sua carne. Se está te trazendo para mais próximo do Pai ou se está te distanciando dos caminhos Dele. Pergunte-se: o que me motiva a ouvir esta canção? Dependendo da sua resposta é muito possível que você saiba se deve ou não ouvir certo tipo de música.

Com certeza eventos como o Café com Palavra fazem muito bem aos que participam, nos dá a oportunidade de aprender mais sobre as Escrituras e assim fortalecer nossa fé em Cristo. Enfim, que sejamos mais atenciosos no que se trata de música, e que tudo o que venhamos ouvir seja tão somente para a Glória de Deus.

Que o Eterno os abençoe,

Victor Augusto.


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