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RESENHA: UM HOMEM CHAMADO JESUS CRISTO, JOHN PIPER

Livro: Um Homem chamado Jesus Cristo
Autor: John Piper
Tradução: Maria Emília de Oliveira
Título Original: Seeing and Savoring Jesus Christ
Publicação: Editora Vida
Ano de publicação: 2001


Jesus, O Cristo.

“Jesus jamais será domesticado. Mas as pessoas ainda tentam domesticá-lo. Escolhemos uma de suas características que seja capaz de mostrar que ele está do nosso lado. Todo mundo sabe que é muito bom ter a companhia de Jesus, mas não a companhia do Jesus original, não adaptado. Apenas o Jesus revisado que se encaixa em nossa religião, plataforma política ou estilo de vida.” (John Piper)

Antes de expressar qualquer opinião sobre o livro eu, com certeza, deveria citar esta frase que encontra-se no verso do livro, frase esta que me fez comprá-lo.

Sou do tipo de pessoa que tenta ler sobre tudo, sobre os temas mais variados, porém nada me chama mais atenção e é mais presente em minha mente que Cristo. Ler sobre Ele, falar sobre Ele, cantar sobre Ele é o que mais me fascina. Tudo vira assunto secundário diante Dele, e talvez seja por isso que este livro me encantou tanto.

O Pr. Piper de verdade cumpre com o proposto, e nos apresenta Jesus de uma forma diferente do que o atual evangelicalismo brasileiro está acostumado. É fato que se passearmos pelas mais diversas linhas do meio evangélico no país não encontraremos todos crendo no mesmo Cristo, infelizmente encontraremos cada um crendo em seu próprio cristo. Não vemos um Jesus, e sim uns Jesus. E é aí onde o autor entra de forma exemplar nos mostrando que existe apenas UM Cristo, apenas UM Salvador, UM mediador entre Deus e os homens.

“Um homem que foi simplesmente um homem e disse as coisas que Jesus disse não poderia ser considerado um grande mestre da moral. Ou ele foi um lunático – do mesmo nível do homem que disse ser um ovo poché- ou foi o Diabo do Inferno. Você pode considerá-lo tolo, pode cuspir nele, matá-lo como se fosse um demônio; ou prostrar-se a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não podemos vir com essas ideias tolas e complacentes de que ele foi um eminente mestre humano. Ele não deixou brecha para isso. Ele não teve essa intenção.”
(C. S. Lewis, Mere Christianity, New York: Macmillan, 1962, p.56)

Ainda em seu prefácio Piper a faz citação supracitada para dar início à sua ideia. Citação esta que é muito bem vinda e coube perfeitamente no conteúdo que ele apresenta em seguida que é nos dizer como podemos estar certos a respeito de Jesus. Logo em seguida à frase de Lewis ele volta àquela frase que citei no início do texto, nos mostrando que Jesus não é, não pode e jamais será domesticado, mas que nós sempre somos tendenciados a escolher uma de suas características que melhor nos sirva, ou como disse o próprio Piper, “que seja capaz de mostrar que ele está do nosso lado”.

Já nos primeiros capítulos o autor nos apresenta de forma sucinta que nós podemos ver e provar a glória de Deus, além de nos mostrar que todo o universo foi criado para proclamar esta glória, e por termos trocado esta glória de Deus por coisas vans é que o mundo está tão bagunçado e doente. Nos mostra que a glória de Deus é refletida na pessoa de Cristo, ou como diria o próprio título, que “Jesus é a glória de Deus”, e que Jesus é Deus.

Até aí tudo estava bem. Não achei que ele tinha realmente “feito minha cabeça explodir” com a apresentação do Cristo bíblico. Porém quando li o capítulo 3, que tem por nome “O Leão e o Cordeiro”, de repente BUUM, a minha cabeça “explodiu”. Eu nunca tinha visto uma explanação sobre o tema de forma tão bela, profunda e apaixonante; meus olhos encheram-se de lágrimas ao conhecer o glorioso Jesus, que como uma ovelha muda foi levada ao matadouro, mas que no fim “o Leão semelhante a um cordeiro se transformará em Cordeiro semelhante a um leão” (frase do autor) e reinará com serenidade e poder. Este capítulo, para mim, foi tão fantástico que o li cerca de quatro vezes consecutivas de tão apaixonado que fiquei, além das vezes que o li esporadicamente.

Piper nos apresenta a vários dos atributos de Jesus, tais como: sua alegria, que mesmo em meio a tantas lutas e provas permaneceu indestrutível; o seu poder, mostrando que Ele reina não apenas sobre homens, como também sobre a natureza, pois os ventos e as ondas param apenas com Sua voz; além de falar sobre a sabedoria de Jesus, mostrando que existe alguém mais sábio que Salomão.

O autor segue nos mostrando como mesmo em nada tendo pecado, mentido ou se arrependido, Jesus era fortemente caluniado pelos líderes religiosos de sua época; e continua nos enchendo os olhos após mostrar “os incomparáveis sofrimentos” (cap.8) por que Jesus passou, nos apaixonando ainda mais enquanto mostra “a glória de redimir pecadores, sem destruir Satanás” (CAP9), explanando sobre o sacrifício redentor de Jesus Cristo, e nos confronta ao apresentar no capitulo seguinte um Jesus severo, áspero e de certo modo até rude (como nos textos de Mateus 16.4 e Marcos 9.19, por exemplo).

Já chegando próximo ao fim do livro, o pastor John nos fala sobre como Deus ressuscitou Jesus dentre os morto (1Co 15:4; 1Pe 1:21), sobre como a ressureição de Jesus garante todas as obras que ele realizará em favor de seu povo; sua autoridade e domínio sobre todo o Universo (Mt 28:18) além de falar acerca da “gloriosa manifestação do nosso grande Deus e Salvador” (CAP13), explanando sobre a segunda vinda de Jesus, e conclui a obra nos ensinando como andar com Deus por meio de Jesus Cristo.

Concluo portanto dizendo que este pequeno livro me ensinou muito sobre Jesus, e me fez conhecer sobre Ele coisas que não antes havia conhecido, vale muito a pena ler “Um homem chamado Jesus Cristo”, leia e medite.

Conhecer o Jesus bíblico com certeza vai ser transformador para a sua vida.

Que o Pai te abençoe.

Victor Augusto


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